Entramos no autocarro (onibus) e é importante descrever o funcionamento de um autocarro em São Paulo. Há um revisou mais ou menos a meio do veículo com um gradeamento rotativo por onde temos de passar depois de pagar. Eu paguei e passei. A Cristina pagou, rodou a cancela mas manteve-se no mesmo sítio, ou seja, nao passou! O revisor entrou em panico e disse "E agora?! Como faz?!". Nós rimo-nos e ele manteve-se sério! Soluçao: Parar o autocarro e deixar a Cristina sair pela entrada e entrar pela saída de trás do autocarro. Perguntámos então se nos podia avisar quando chegassemos ao Shopping. Ele disse que sim e então fomos descansados.
A meio da viagem, ele começa a comentar com o motorista se este sabia onde era o Shopping. O motorista não parecia muito confiante mas tinha ideia que "É por ali...". O revisor então olhou para nós e confidenciou: "É a nossa primeira vez na linha! Mas... Vamos chegar lá se Deus quiser!". Claro que ficámos muito mais tranquilos... eramos só 2 madeirenses num autocarro em São Paulo com um motorista que não sabia o caminho!
Deus quis... e chegámos ao destino. O shopping estava muito calmo... as lojas so abriam ás 14h... DOH! Decidimos explorar as redondezas e encontrámos uma cadeia de conveniência chamada Americanas. Entrámos e na caixa perguntaram-nos "São de Portugal?", "Sim somos...". "Aaaaah! Terra de Roberto Leal". Questionamo-nos sobre o facto de o Roberto Leal ser uma referência de Portugal no Mundo! Qual Figo, Cristiano Ronaldo ou Amália!


Durante a nossa tarde, tivemos necessidade de utilizar um telefone fixo daqueles que se encontram pela rua. Estes só funcionam com cartão que, segundo o segurança do shopping, se vendia nas caixas 25 à 36 do hipermercado. Escolhemos uma ao calhas e quando perguntamos se vendiam, a resposta foi a seguinte: "Não nao... mas precisam ligar alguem? Não tem celular?! Carrega o celular!!!". Muito útil de facto, nunca haveriamos pensado tal coisa!
Foi neste dia que comecou a saga da Cristina por encontrar um Chaleira Eléctrica e um Boião de Cera para micro-ondas.
No fim do dia e 352 lojas depois, apercebemo-nos de uma realidade que não conseguimos escapar. Como bons portugueses, passámos um Domingo num Centro Comercial!