Após esta apresentação, tivemos uma reunião com a Psiquiatria para discutir casos de ambulatório. O mais discutido foi de uma criança de 10 anos com dermatite atópica grave que partilhava o quarto com os pais porque durante a noite era tal o incomodo pelo prurido que os pais a coçavam... Do nosso ponto de vista, era uma situação com necessidade de maior controlo terapêutico. No entanto, do ponto de vista psiquiátrico, obtivemos estas pérolas do conhecimento (pedimos desde já desculpa aos colegas da psiquiatria, sabemos que não são todos assim... mas tinhamos de colocar aqui...):
-"Coceira é coisa íntima! Nínguem vai coçar o corpo um do outro"
-"É um campo de expressão da subjectividade..."
-"Todo o mundo pára para coçar"
-"Autonomia do sujeito na coceira"
-"É uma coceira colectiva!"
Após esta abordagem psicanalítica da coceira, tivemos um lanchinho ainda melhor que o da semana anterior, mas que não vamos descrever pelas razões enunciadas anteriormente (vide post anterior).
No dia seguinte, continuámos as nossas visitas à Pneumologia. Fomos recebidos pelo Dr. Joaquim que nos presenteou com uma aula sobre interpretação e elaboração de relatórios de provas de função respiratória. Muito bom mesmo! No resto da manhã assistimos às consultas de asma e dermatite atópica grave.


Durante a tarde participámos na consulta de adolescentes.
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